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Notícias

Forças armadas e justiça militar

militar debate estruturas autoritárias e defende mudanças

12/09/2010 - 22h48

No dia 03 de setembro, o programa Justiça e Democracia recebeu  Fernando Alcântara de Figueiredo, sargento licenciado do exército brasileiro.

 

Vítima de perseguições homofóbicas que provocaram seu afastamento das forças armadas, nosso convidado explicou que tudo começou como reação à sua oposição e denúncia de práticas de corrupção nos serviços médicos do exército e de tortura, pondo-se em marcha as arcaicas estruturas de poder.

 

Leis e regulamentos anacrônicos forjados nos períodos de exceção, aplicados por uma justiça militar desprovida de independência e de imparcialidade, garantem a perpetuação de estruturas hierárquicas, arbitrárias e carentes de sentido republicano e democrático.

 

Fernando Alcântara aponta que a solução é a retomada de uma proposta que anda meio esquecida, mas de extrema atualidade: A EXTINÇÃO DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO E DOS ESTADOS.

 

Nosso convidado ainda explicou como o ambiente opressivo das formas armadas contamina a polícia militar, e manifestou preocupação com a atribuição de poder de polícia para as forças armadas.

 

Assuntos como o serviço militar obrigatório, a subrepresentação das minorias na alta hierarquia militar, e a ditadura militar, também foram abordados.

 

Assista a versão compacta, e também a versão integral do programa.

 

Confira ainda, do nosso entrevistado, a matéria publicada em nosso jornal e o post de 13/08 em nosso blog.

 

Assista também o programa sobre os militares cassados pela ditadura de 1964.

 

São todos militares que honram a farda e dignificam o serviço público colocado a serviço do povo, e não contra o povo.

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