
Jantar de recepção com membros da AJD e do Transforma MP em Fortaleza
A Associação Juízas e Juízes para a Democracia (AJD) está reunida em Fortaleza para o seu Encontro Nacional 2025. O evento acontece do dia 10 a 13 de setembro, que também terá uma parte realizada em Aracati (Canoa Quebrada). Uma particularidade da edição deste ano está na parceria com o Coletivo por um Ministério Público Transformador (Transforma MP), a entidade também realiza o seu encontro anual e divide algumas atividades com a AJD.
A primeira noite do encontro (10) foi marcada por um jantar de recepção, além da presença dos associados da AJD, os membros do Transforma MP também estavam presentes. A apresentação de artistas cearenses foi um dos grandes momentos da noite.
Resistência estudantil e ditadura

Na manhã seguinte (11) foi dado início a programação oficial do encontro. AJD e Transforma MP organizaram a mesa de debates “Resistência do Movimento Estudantil à Ditadura Militar”, cujo objetivo foi discutir os resquícios do período ditatorial e a resistência do movimento estudantil no passado e no futuro.
A mesa foi mediada por Solange Holanda (AJD), e teve como debatedores o juiz do Trabalho aposentado e advogado, Inocêncio Uchôa (AJD e ABJD); o superintendente do IDACE e ex-parlamentar, João Alfredo; o deputado estadual (PSOL-CE), presidente da Comissão de DH e do Comitê de Prevenção à Violência, Renato Roseno; e a Secretária Executiva da Igualdade Racial do Ceará, Martír Silva.
Durante a exposição, os convidados compartilharam suas experiências no Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua (CACB) da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFCE) durante o regime autoritário.
O início do evento foi marcado por uma mística realizada pela atriz e integrante da Executiva Nacional da ABJD, Ecila Meneses.
Além dos integrantes das entidades organizadoras, também estiveram presentes advogados, estudantes, integrantes de movimentos sociais e da sociedade civil.
Após o debate, os participantes do encontro se dirigiram para o almoço seguido de uma caminhada pelo centro de Fortaleza, onde foi possível conhecer a história da cidade, os povos que formaram sua identidade e cultura e uma visita ao Baobá centenário, localizado na Praça dos Mártires.
Mulheres e direitos humanos

No período da noite, a mesa de debates “Desafios para a luta dos Direitos Humanos na Atualidade” fechou o primeiro dia de programação. O objetivo foi discutir direitos fundamentais diante do fascismo e violência de gênero. A atividade foi mais uma parceria entre AJD e Transforma MP, que também contou com a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na organização do debate.
O evento foi mediado pela membra da direção nacional do MST, Kelha Lima, e teve como debatedoras a farmacêutica e ativista pelos direitos das mulheres, Maria da Penha; a Procuradora de Justiça aposentada e integrante do Coletivo Transforma MP, Maria Betânia Silva e a fotógrafa e documentarista, Karine Garcês.
Durante a mesa, as convidadas puderam discutir assuntos relacionados aos direitos humanos, entre eles a violência doméstica contra mulheres e crianças, além do massacre que está ocorrendo na Palestina desde 2023.
A atividade aconteceu no Centro de Formação, Capacitação e Pesquisa Frei Humberto, espaço do MST, e reuniu integrantes da AJD, do coletivo Transforma MP, parlamentares e integrantes de movimentos sociais.

